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02/07/2012

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►mulher, amor, sexo, dicas, saúde,Candidíase,TPM,Endometriose,Depressão,HPV, Varizes,Câncer de Mama,Herpes Labial,Enxaqueca, Ovários Policísticos, enxaquec




O que é?


Depressão






Desânimo nas atividades do dia a dia, alterações do padrão de sono e do apetite e falta de libido. Esses são apenas alguns dos sintomas que caracterizam um quadro clínico de depressão. Só para você ter uma ideia da gravidade desse transtorno mental, a depressão deverá ser a segunda doença mais comum no mundo no ano de 2020, superada apenas pelas doenças cardíacas.
Ainda por cima, é tratada muitas vezes como 'frescura' pelas pessoas que classificam a depressão como falta de vontade ou disposição e até de franqueza de caráter. Isso só prejudica o diagnóstico do transtorno e, consequentemente, seu tratamento. Além do mais, são as mulheres as mais suscetíveis ao apresentar o problema.
Conversamos com o Dr. Alexandre Faisal, ginecologista-obstetra, com formação Psicossomática, e pesquisador científico do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), para sanar as principais dúvidas e preconceitos que cercam esse transtorno mental.
Podemos dizer que é a depressão é uma doença moderna?
Nós utilizamos o termo 'transtornos mentais' que é mais amplo e engloba vários problemas psiquiátricos e psicológicos. Eles afetam 25% da população em alguma fase da vida, sendo a depressão um dos transtornos mentais mais comuns. Imagina-se que a depressão deverá ser, no mundo, a segunda doença mais comum no ano de 2020, sendo superada apenas pelas doenças cardíacas.
Que sinais atestam um quadro clínico de depressão?
Existem critérios para definir a doença depressão, que é diferente de, por exemplo, um dia estar se sentindo triste, coisa que acontece com qualquer pessoa em algum momento da vida. Os principais sintomas para depressão maior, ou seja, a depressão na forma mais intensa e grave são: perda de prazer em atividades anteriormente prazerosas e humor deprimido. Outros sintomas devem estar presentes também: ansiedade, alterações do padrão do sono e do apetite, falta de libido, cansaço, falta concentração, pensar em se machucar, se desvalorizar etc. Os sintomas devem ter duração de pelo menos 15 dias.
As mulheres são mais sujeitas à doença?
Sem dúvida. As mulheres são mais susceptíveis de apresentarem o problema. Saiu o resultado de um grande estudo internacional do qual o Brasil fez parte e lá fica claro que a prevalência da doença ao longo da vida é o dobro para as mulheres. E isso significa que até 20%, 25% das mulheres enfrentarão o problema alguma vez na vida.
Por que a mulher correm mais risco?
O maior risco de sintomas depressivos no sexo feminino, já a partir da adolescência, é um fenômeno bastante conhecido. E a explicação não está no fato de que a depressão é mais diagnosticada em mulheres porque elas procuram mais os serviços de saúde. Talvez, a explicação esteja mesmo nas questões socioculturais, no modo como a mulher enfrenta as experiências adversas da vida, aqueles traumas que acontecem. No geral, aspectos psicológicos e biológicos se mesclam para explicar a depressão feminina.
Muitas pessoas encaram como frescura. Por que o preconceito?
Infelizmente, sim. De fato, muitas pessoas são preconceituosas com os problemas dos transtornos do humor, da depressão e consideram muitas vezes uma questão de falta de vontade ou disposição, fraqueza de caráter. Isso não é verdade e só prejudica o início do tratamento.
Ao perceber os sintomas, que profissional deve-se procurar e em quanto tempo?
O mais breve possível. Às vezes, é alguém próximo da mulher que percebe o problema e sugere acompanhamento médico ou psicológico. A mulher pode procurar um clínico, o ginecologista ou ir direto para o psiquiatra. O importante é que ela tenha espaço e liberdade para falar do seu problema e, dependendo do caso, ser tratada por um ou por outro profissional. Isso sem contar a possibilidade dela fazer sua terapia psicológica até mesmo independentemente da depressão.
Quais os tratamentos mais adequados?
Os antidepressivos são drogas bastante seguras e que, cada vez mais, têm menos efeitos colaterais. Existem diferentes tipos de medicações que devem ser indicados caso a caso. Mas atenção: nada de automedicação e de interrupção do tratamento.
Pode tomar medicamento para combater a depressão durante a gravidez?
Este assunto é muito controverso. Mas podemos dizer que se trata de uma balança. De um lado está o risco que a depressão acarreta para a gestante, do tipo parto prematuro, do bebê nascer com baixo peso, da gestante não dar conta do recado que é a maternidade, como um todo. Do outro lado, os riscos potenciais para o bebê, principalmente, das malformações fetais. Felizmente, tudo indica que os riscos são pequenos e estão mais associados ao uso destas medicações no início da gravidez. É preciso pensar e discutir calmamente com o obstetra.
A rede pública de saúde dispõe de programas específicos para a depressão?
Existem programas específicos e muitas UBS (Unidades Básica de Saúde) podem oferecer o tratamento inicial ou encaminhar a mulher para estes núcleos de atendimento especializado. O problema é que a depressão e outros transtornos mentais são muito comuns e a demanda é muito grande. Como existe uma escassez de profissionais e serviços especializados, acontece de muitas mulheres (e homens também) ficarem sem atendimento adequado.
Quais as alternativas para a pessoa que tem pensamentos depressivos?
Acho que o mais importante inicialmente é fazer o diagnóstico. Saber se é depressão e como isso interfere na vida da pessoa. Escutar a opinião do médico, psiquiatra ou não, antes de qualquer coisa. A partir daí optar pelo tratamento medicamentoso e/ou terapia. Em geral, os melhores resultados associam remédios e terapia psicológica. Outras modalidades de terapia como relaxamento, Yoga, entre outros, podem ser empregadas complementarmente, mas não substituem os tratamentos convencionais, que, em geral, funcionam.







Enxaqueca

O que é? 
 
Cerca de 6 milhões de brasileiras sofrem com a endometriose e estima-se que 15% das mulheres entre 15 e 45 anos de idade possuem essa doença. Esse percentual sobe para até 70% quando a mulher apresenta história de infertilidade ou dor pélvica.
Segundo o médico ginecologista-obstetra, Claudio Basbaum, a endometriose ainda é desconhecida para muitas mulheres. A doença se manifesta quando o tecido similar ao que reveste o útero, o endométrio, é também anormalmente encontrado fora da cavidade uterina, o que provoca sangramentos internos, dores fortes, inflamações, entre outros sintomas.
A maioria nem sabe que tem o problema, o que causa dificuldades para engravidar. Além disso, pode levar à infertilidade. Mais da metade das mulheres com cólicas menstruais intensas são portadoras da doença, inclusive as adolescentes. De acordo com o especialista, em todas as partes do mundo há uma demora de mais de dez anos para que seja feito o diagnóstico preciso.
'Alguns fatores contribuem para o aparecimento da doença como a hereditariedade (a presença de endometriose em mãe ou irmãs dobra o risco), altos níveis de estrógeno e menstruação prolongadas e abundantes, obesidade, primeira gestação tardia, cirurgias pélvicas prévias, inclusive cesarianas ou fatores anatômicos como malformações uterinas ou estreitamento do canal cervical', afirma o especialista.
Sintomas
O diagnóstico pode ser feito com base nos sintomas, exame clínico, exames laboratoriais e de imagem. A principal arma para o diagnóstico é a suspeita clínica. 'Uma conversa bem orientada na consulta, associada ao exame ginecológico cuidadoso, já orienta muito bem para a hipótese diagnóstica que será concluída por meio dos exames de imagem', observa o doutor.
Os sintomas mais comuns da endometriose são
cólicas menstruais muito intensas, dor antes ou depois do período menstrual, períodos menstruais longos, dor durante a ovulação, menstruação abundante, sangramentos fora do período menstrual, sangramento pelo reto, irritações intestinais, dor na profundidade durante ou depois das relações sexuais, ao urinar e/ou defecar, além de fadiga e infertilidade. A maioria das mulheres com endometriose, em função das fortes dores, muitas vezes tem sua vida pessoal e profissional prejudicada. Algumas, no entanto, não têm sintomas e às vezes só descobrem a doença quando vão investigar as razões da infertilidade.


Prevenção e tratamento

A doença pode ser tratada por meio de medicamentos a base de hormônios específicos ou 'anti-hormônios', ou por meio da cirurgia, preferentemente realizada por videolaparoscopia e tem por objetivo ressecar ao máximo os implantes endometriais e destruir os focos de endometriose encontrados.O tratamento cirúrgico também pode ser feito através da laparotomia.
Os implantes da endometriose podem ser destruídos pela energia do laser, coagulação bipolar (cauterização) ou retirada com a tesoura. Converse com seu médico que indicará o melhor caminho a seguir. 'É realmente uma cirurgia de grande dificuldade técnica que requer um profundo conhecimento da anatomia pélvica, a qual se encontra na maioria das vezes alterada', ressalta o Dr. Bausbam.

A doença pode ter cura, desde que detectada no seu início ou apenas controlada nos casos de maior gravidade. O que deve ser ressaltado é que ela não leva à morte. No entanto, não se pode garantir a cura definitiva da doença mesmo com o tratamento adequado.

TPM














O que é?

A tensão pré-menstrual, mais conhecida como TPM, é algo que assombra e atinge a maior parte das mulheres no período fértil. 
Ela surge cerca de uma semana antes da menstruação e provoca  

irritação,
ansiedade, 
mau humor, 
dores variadas (de cabeça, nos seios, no baixo ventre, nas costas)
retenção de líquidos e 
fadiga, 

embora estes sinais sejam diferentes para cada mulher assim como sua intensidade.
Sintomas

Há mulheres que apresentam vários sintomas e outras apenas alguns

Há até aquelas sortudas que praticamente não sentem que estão para menstruar. 

Mas, quando a menstruação vem, nem sempre a tensão acaba.  
É comum a mulher também sofrer com a tensão menstrual, que é aquela que ocorre durante a menstruação e que em geral é acompanhada por cólicas e uma vontade enorme de comer doces.
O que nem todas as mulheres sabem é que existem mais de 150 sintomas relacionados aos períodos menstrual e pré-menstrual.
 Em um esquema de classificação, existem vários tipos de TPM. 
Saber qual é o seu tipo ajuda a mulher a lidar melhor com o problema, especialmente as que apresentam TPM com intensidade maior. Mas para isso é preciso consultar o ginecologista para saber se os sintomas apresentados estão dentro do nível de normalidade ou se há necessidade de tratamento. Às vezes, cólicas menstruais muito fortes, por exemplo, podem sinalizar algum outro problema.

Prevenção e tratamento

A TPM pode ser tratada por meio de medicamentos prescritos pelo médico ou com modificações na alimentação e a realização de atividades físicas.

Mais associada à ansiedade
 
Esse tipo de TPM é causada por baixos níveis de estrogênio e maior liberação de cortisol e adrenalina, que são substâncias responsáveis pelo estresse

Além da ansiedade, os sintomas mais frequentes são a irritabilidade e as oscilações de humor. 
Para combatê-la, você pode investir na prática de exercícios de alongamento, pilates ou yoga, além de manter uma alimentação rica em fibras, vitamina B6 e vitamina C.
Alessandra Rocha, nutricionista da Online Farma, destaca que as fibras encontrada nas frutas, sementes e alimentos integrais também ajudam a eliminar as toxinas e outras substâncias que agravam os sintomas. 'A vitamina B6, presente na soja e nos peixes, está relacionada à produção de serotonina, o neurotransmissor que traz a sensação de bem-estar. E a vitamina C, encontrada principalmente nas frutas cítricas, ameniza a fadiga e o estresse emocional', explica a nutricionista.
Mais associada à compulsão

Nesta TPM, os níveis de glicose sofrem uma queda e surge uma compulsão por doces, com fadiga e dor de cabeça. Neste caso, a regra de se alimentar a cada três horas deve ser observada. 'A baixa concentração de glicose prejudica a produção de serotonina', alerta a nutricionista. Associar carboidratos e proteínas é uma boa alternativa para driblar o desejo por guloseimas.

Segundo Alessandra, a compulsão por doces é mais frequente na hora do lanche, mas ao invés de se render, a pessoa deve optar por frutas ou lanches naturais com pão integral, requeijão light e fatias de peito de peru, por exemplo. 'Leguminosas, grãos, carnes magras e frutos do mar também ajudam a regular os níveis de glicose', recomenda . Atividades aeróbicas como natação e corrida estimulam a produção de endorfina, o neurotransmissor que aumenta o bem-estar e estabiliza a taxa glicêmica.
Mais associada à depressão

Neste tipo de TPM, é comum ter insônia e ter as emoções à flor da pele. Os sintomas têm origem na redução dos níveis de dopamina, um neurotransmissor responsável pelas sensações de prazer e motivação, e dos níveis de estrogênio. Embora seja de consenso evitar a cafeína no período de TPM, explica a nutricionista, neste caso ela pode até ajudar. 'Café, chá verde e outras bebidas à base de cafeína, contém propriedades psicoativas que podem afastar a depressão e levantar o ânimo', ressalta a nutricionista. Mas nada de exageros. Um copo de chá ou uma xícara de café é o suficiente.

A vitamina B2, presente em óleos de peixe, leguminosas e ovos, é precursora da serotonina e altamente eficaz contra os sintomas. Bebidas alcoólicas e lacticínios aumentam os sintomas, por tanto, deve-se evitar consumi-los neste período. Fazer exercícios aeróbicos amenizam os sintomas depressivos.

Mais associada à retenção de líquidos

A TPM que propicia a retenção de líquidos (com consequente aumento de peso, cerca de 1 a 2 kg a mais), inchaço e dores nos seios é a mais comum. Esses sintomas decorrem de um aumento na produção de prolactina, o hormônio que surge no período de amamentação.
O sal é, sem dúvida alguma, o grande inimigo da retenção de líquidos. Ele pode ser substituído por temperos naturais como o orégano, por exemplo, ou ervas. No contra-ataque, o nutriente mais importante é a vitamina B6, encontrada na lentilha, soja e carne branca. 'Ela aumenta os níveis de substâncias diuréticas e facilita a eliminação de líquidos. As atividades físicas mais indicadas são a natação e hidroginástica, que ajudam a reduzir a sensação de desconforto', reforça Alessandra.



Candidíase








O que é?
Candidíase é a manifestação clínica, ou seja, o surgimento de sinais e sintomas causados por fungos ou leveduras da espécie C. Albicans. É popularmente referida como um tipo de micose. Pode acometer varias regiões do corpo humano e é uma das causas mais frequentes das vulvo-vaginites.
Embora faca parte da flora vaginal normal e ali esteja em equilíbrio ecológico, a infecção é primária na mulher e os sintomas surgem quando há, por exemplo, uma baixa de imunidade outras condições que modifiquem “o meio ambiente vaginal” e portanto, “sensu strictu” não pode ser considerada uma DST (Doença Sexualmente Transmissível).
Sintomas
Assim relacionada com o stress, gravidez, diabete ou pré-diabete e doenças autoimunes ou em indivíduos imuno-deprimidos (AIDS, Câncer, Quimioterapia), uso de anticoncepcionais hormonais em todas as suas apresentações, tratamentos com antibióticos ou até mesmo com a fase do ciclo menstrual, ocasião em que as colônias de fungos se multiplicam e causam efeitos como coceira, ardência, rachaduras na pele (“ragades”), irritação, vermelhidão, placas esbranquiçadas (aftas), tanto na boca e língua quanto na pele e mucosas dos genitais do homem e da mulher. As lesões podem se propagar para a pele do períneo, virilhas e raiz das coxas.
Na mulher provoca uma secreção vaginal branco-leitosa espessa, semelhante a coalho além de dor ou desconforto na relação sexual e embora acometa menos frequentemente o homem, causa coceira ou ardor nas áreas de vermelhidão ou de pontos avermelhados como “picadas de pulga” ou rachaduras na pele do pênis ou prepúcio. Na boca (Candidiase oral) e’ conhecida como “sapinho” e pode ser frequentemente se manifestar em bebês e também em adultos.
Prevenção e tratamento
Cuidados locais e gerais de higiene são exigidos para a regressão do quadro clinico e evitando a volta da doença. A mulher deve trocar e lavar bem as roupas íntimas e evitar roupas justas principalmente sintéticas e absorventes genitais em excesso, assim com não utilizar sabonetes comuns ou mesmo os chamados “íntimos” na higiene, sendo melhor usar água e sabonete glicerinado ou para bebês. Compressas com chá de camomila concentrado dão bom alivio na candidíase genital. Deve evitar o “abafamento” ou umidade na região genital, sobretudo durante o período menstrual ou quando fizer uso de maiôs de banho ou roupas sintéticas para a prática esportiva.
Muitas vezes faz-se necessário além do tratamento medicamentoso tópico associar a medicação oral para o casal, sendo recomendada a abstinência sexual na fase aguda e o uso de “camisinha” por cerca de um mês para observar o final dos sintomas.
A terapêutica medicamentosa é feita com antimicóticos (antifúngicos) de aplicação local- cremes, pomadas, soluções tópicas, cremes ou óvulos vaginais . O uso de produtos associados com corticoides locais, aliviam muito os sintomas. Por vezes, sobretudo em casos de “candidíase de repetição”, recomenda-se o uso de antimicóticos orais e nos casos de solução difícil ou repetição o tratamento pode requerer sua manutenção continua ou cíclica por vários meses.


Ovários Policísticos









O que é?
Aumento de pelos em lugares incomuns no corpo, irregularidade menstrual e ausência de ovulação são alguns dos sintomas da Síndrome dos Ovários Policísticos. Conhecida como SOP, ataca cerca de uma em cada cinco mulheres. Caso você não se cuide, ela pode dificultar o seu sonho de ser mãe. Caracterizada pelo aumento do nível de testosterona (hormônio masculino), boa parte das mulheres que sofrem da doença (muitas sem saber) tem atrasos ou ausência das menstruações. A dificuldade, no caso, é na ovulação. As mulheres que sofrem com esse problema ovulam irregularmente, o que torna difícil para que elas consigam engravidar.
Trata-se de um distúrbio que se inicia na puberdade e é progressivo, causando um desequilíbrio hormonal. O organismo passa a produzir os hormônios em maior quantidade, o que aumenta a possibilidade do aparecimento de cistos no ovário. Além das mudanças internas e externas no funcionamento do organismo, a SOP é responsável por 30% dos casos de infertilidade feminina. 'Muitas pacientes descobrem que têm a doença somente quando tentam engravidar e não conseguem', afirma a Dra. Karla Giusti Zacharias, especialista em reprodução humana do Grupo Huntington.
Sintomas
A SOP manifesta-se de diversas maneiras: além da irregularidade menstrual e da infertilidade, acne, ausência de menstruação por mais de três ciclos ou seis meses e aparecimentos de pelos mais grossos em locais como o tórax, queixo, entre o nariz e o lábio superior, o abdome inferior e as coxas. O aumento dos ovários ocorre somente nos casos mais avançados.
A causa da SOP ainda é desconhecida, mas acredita-se que esteja direcionada pela incapacidade dos ovários de produzir hormônios nas proporções corretas. Embora ainda não exista cura, é possível amenizar os sintomas. O diagnóstico é realizado por meio do relato e histórico clínico da paciente. Em geral, o médico solicita alguns exames para complementar a avaliação.
Prevenção e tratamento
O tratamento ideal pode variar de acordo com o quadro clínico de cada paciente. No caso de infertilidade, o especialista indicará o tratamento de indução da ovulação. O mais indicado é através de um medicamento via oral que induz a ovulação. Grande parte das mulheres responde bem ao tratamento e consegue engravidar.
Para Karla, uma alternativa para essas paciente é fertilização in vitro. 'Especialmente quando há outras indicações para este procedimento. Outra opção é a cauterização ovariana laparoscópica ou drilling ovariano. Esta técnica é frequentemente criticada pelo risco de formação de aderências e pelo seu potencial de comprometer a reserva ovariana', observa a especialista. O importante é você falar com seu ginecologista para que ele possa fazer os exames adequados para o seu quadro. Apenas ele pode indicar qual o melhor tratamento para o seu corpo.
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O que é?

Você é do time que encara aquela dor de cabeça latejante e chata como corriqueira e resolve tudo com um comprimido? Pois fique sabendo que você pode estar sofrendo de enxaqueca e nem se dar conta da gravidade do problema.  

As mulheres têm de duas a três vezes mais enxaquecas que os homens. No Brasil, 20% dos casos em mulheres se devem a fatores genéticos hormonais e ambientais.
Existem mais de 200 tipos de dores de cabeça e a enxaqueca é apenas uma delas, embora seja a mais conhecida, não é a mais comum. 

A dor de cabeça mais comum é a cefaleia tensional episódica que 90% da população já teve pelo menos uma vez na vida. 


De que forma? 


Ou porque dormiu mal, 
bebeu demais ou 
 trabalhou/estudou excessivamente. 
"Essa dor geralmente é de leve a moderada e cede com qualquer analgésico", explica a médica neurologista Célia Roesler.
Segundo a médica, a enxaqueca é uma dor de moderada a intensa que geralmente acomete um dos lados da cabeça e, quando muito forte, a cabeça toda. 

"A dor geralmente é latejante ou pulsátil com duração de 4 a 72 horas. 

Pode vir acompanhada de  
náuseas
vômitos, 
 tonturas,  
intolerância a luz (fotofobia),
 a barulho (fonofobia) e a
 movimentos (osmofobia). 

Portanto, ela pode melhorar com 
repouso, 
escuro e 
silêncio",
 explica a neurologista.


Sintomas
A enxaqueca pode começar na infância,  
mas a idade mais comum é no adulto jovem de 20 a 30 anos.  


Nas mulheres pode começar na menarca (primeira menstruação), piora nos períodos menstruais, muitas vezes melhora na gravidez e sara na menopausa.

Essa dor de cabeça é uma disfunção química cerebral geralmente hereditária e o diagnóstico é clínico. 
Ou seja, é necessário fazer uma boa história clínica do paciente com todos os seus antecedentes pessoais e familiares, hábitos de vida, frequência, intensidade e duração das crises. Portanto, ressalta a neurologista, é uma consulta demorada. 
O importante é descobrir os fatores desencadeantes das crises e investigar criteriosamente o perfil do paciente. Se for depressivo, ansioso, insone, se tem tendência a engordar ou emagrecer, se é sensível, se tem compulsão ou transtornos de humor etc, o importante é investigar as causas.

Assim, o médico deve extrair o máximo de informações do paciente para poder saber qual é o tipo de dor de cabeça e fazer um diagnóstico e tratamento precisos. 
"Temos sempre que afastar as dores de cabeça secundárias que são aquelas causadas por outras patologias como sinusites, meningites, problemas oftalmológicos, tumores, aneurismas", explica a neurologista.

Tratamento e prevenção
A melhor prevenção para evitar a enxaqueca é a mudança em relação aos hábitos de vida. Praticar atividade física, dieta, horário regular de sono, não fumar e não beber em excesso são algumas atividades recomendadas.
Para a enxaqueca são recomendados dois tratamentos medicamentosos. 
O abortivo é o tratamento em que é recomendado uma ou mais medicações específicas para abortar a crise e o preventivo é aquele onde é indicado medicamentos de uso diário para prevenir as crises. 
"É importante esclarecer que um tratamento para enxaqueca começa a melhorar a partir do segundo ou terceiro mês e pode durar de 2 a 5 anos", ressalta a especialista.
Com o tratamento, a qualidade de vida melhora bastante desde que o paciente siga as orientações do médico e utilize corretamente a medicação, além de mudar os hábitos de vida. 
O médico especializado no tratamento de dor de cabeça, explica a neurologista, muitas vezes fornece ao paciente um diário onde ele irá anotar a frequência, intensidade e duração das crises, os fatores desencadeantes e todas as vezes que precisou tomar analgésicos. 
Assim, ambos, paciente e médico, poderão acompanhar/avaliar se a evolução do tratamento está tendo sucesso ou não.
"Além dos medicamentos, se faz necessário o tratamento não farmacológico como biofeedback, técnicas de relaxamento (yoga) e terapia cognitivo comportamental", assegura a neurologista. Caso você tenha enxaqueca, você pode ir a uma unidade básica de saúde e procurar o tratamento adequado com os profissionais da Rede Pública. 
Outra opção é visitar o site da Sociedade Brasileira de Cefaleia onde é possível encontrar mais informações e também indicação de médicos que estudam e tratam de dores de cabeça no Brasil.

Herpes Labial


O que é?
Basicamente, existem dois tipos de herpes simples - o tipo 1 e 2. A doença apresenta as mesmas características e o único diferencial é a área do corpo que atinge. No herpes tipo 1, o vírus aparece principalmente na boca, mas pode também se localizar em qualquer outra região. Já o herpes tipo 2 atinge apenas a área genital, tanto podendo aparecer no homem quanto na mulher.
Ao falarmos de herpes tipo 1 e 2, a lesão aparece como um grupo de 'bolhinhas' com uma base avermelhada que provoca ardor e dor. Na fase final da doença, aparece aquela casquinha incômoda que mais parece um machucado. Outro fator importante nesse tipo de herpes é que, normalmente, o vírus é precedido por uma estomatite (aftas na boca), acarretando muito mal estar e apresentando um quadro doloroso para a pessoa.
'O primeiro contato da pessoa com o vírus provoca uma grande inflamação. Quando essa primeira vez ocorre em criança, por exemplo, o herpes tipo 1 pode comprometer toda a parte interna da boca', explica Denise Steiner, médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Sintomas
Denise, que também é professora titular na Universidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo, explica que, por se tratar de um vírus, ele terá um tempo de permanência no organismo e, mesmo se a pessoa não fizer nenhum tratamento, no período de 7 a 10 dias, no máximo, essa pessoa estará curada sem nenhuma sequela do surto.
O vírus que causa a herpes simples é bem disseminado e a maioria das pessoas adultas já teve contato com ele. Embora a imunidade natural de cada pessoa elimine o vírus, algumas podem permanecer com ele e reativá-lo, digamos assim, caso tenha essa baixa resistência imunológica. Nas crianças, por exemplo, o vírus causa lesões dolorosas na boca que, em certos casos, são confundidas com aftas, mas que são sinais de uma doença conhecida como estomatite herpética (inflamação que atinge a boca).
Prevenção e tratamento
O vírus em si, explica a dermatologista, não causa outras infecções, mas predispõe a pele e, devido à baixa resistência, podem ocasionar infecções bacterianas. O tratamento é realizado com antiviral por via oral e tópica. O medicamento é usado de 5 a 10 dias, mas, dependendo da gravidade, ele agride o vírus, porém não consegue eliminá-lo totalmente.
'O herpes tipo 1 pode ficar incubado no organismo após a pessoa ter sido infectada uma primeira vez. Ou seja, ele pode voltar a se manifestar a qualquer momento, desde que a pessoa esteja debilitada. Portanto, embora o surto tenha um tempo de permanência no organismo, até os dias de hoje não há cura definitiva', afirma a dermatologista.
Há pessoas que, inclusive, só manifestam a doença uma única vez na vida. No entanto, trata-se de uma questão individual: cada organismo reage de maneira diferente e mesmo aqueles que só tiveram um surto de herpes tipo 1 não estão isentos de desenvolverem a doença novamente. 'Para evitar o herpes labial, você pode evitar o sol excessivo e usar um protetor solar nos lábios para protegê-los. Se você foi surpreendido por uma gripe forte e normalmente o organismo já está debilitado, você deve se cuidar bastante e evitar fatores como o estresse', ressalta Denise.


Câncer de Mama




O que é?
Hoje se saber que o câncer não é apenas por fatores genéticos, mas também por fatores ambientais como exposição à radiação e de comportamento pessoal como a manutenção de hábitos que, comprovadamente, fazem mal à saúde. Os tipos de cânceres mais comuns são os de mama, colo de útero, próstata e leucemia. E os tratamentos dessa doença podem ser realizados por processo cirúrgico, quimioterapia ou radioterapia sendo que, dependendo do tipo de humor, mais de um tratamento pode ser realizado.
Segundo o mastologista José Roberto Fígaro Caldeira, pró-reitor de Desenvolvimento e Promoção à Saúde da Universidade Corporativa da Fundação Amaral Carvalho (FAC), o tipo de câncer mais frequente entre a população, de forma geral, é o de pele. Outros tumores mais comuns, cerca de 50 mil casos por ano, são o câncer de próstata e o de mama. Só para você ter uma ideia, o câncer chega a aproximadamente 500 mil casos por ano no Brasil.
De acordo com as estimativas do Ministério da Saúde, em 2012, esperam-se, para o Brasil, 52.680 casos novos de câncer da mama com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. O tratamento para os tumores sólidos, em geral, é feito com cirurgias, quimioterapia e radioterapia, de acordo com a indicação para o caso. 'Esses procedimentos podem ser agressivos, dependendo da fase de desenvolvimento do câncer', explica o especialista.
Sintomas
O mastologista explica que as pessoas devem estar atentas às medidas preventivas, pois, quanto mais precocemente o câncer for diagnosticado, maiores são as chances de cura e de realização de tratamentos menos agressivos. O aparecimento e desenvolvimento de alguns tumores podem ser prevenidos por meio de um estilo de vida mais saudável como não fumar, ter uma alimentação balanceada, evitar alimentos gordurosos (enlatados ou embutidos), evitar também uma exposição exagerada ao sol, sanar a obesidade, praticar atividades físicas regulamente, controlar o estresse e realizar consultas periodicamente.
Prevenção e tratamento
A Radioterapia é o tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Estas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos no tratamento dos tumores.
Já a Quimioterapia é o tratamento que utiliza medicamentos para combater o câncer. Eles são aplicados, em sua maioria, na veia, podendo também ser dados por via oral, intramuscular, subcutânea, tópica e intratecal. Os medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo.
O transplante de medula óssea é um tratamento para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.
Segundo o Ministério da Saúde, atualmente (2010) existem 276 hospitais habilitados para o tratamento do câncer. Todos os Estados brasileiros têm pelo menos um hospital habilitado em oncologia, onde o paciente de câncer encontrará desde um exame até cirurgias mais complexas. Mas, para ser atendido nessas unidades, é necessário o encaminhamento por um médico com o diagnóstico já confirmado de câncer por laudo de biópsia ou punção (exame histopatológico), à exceção das áreas de Neurocirurgia e Cirurgia Torácica, nas quais basta exame de imagem com suspeita de tumor maligno.




Varizes





O que é?
O surgimento das varizes é um mal que assombra as mulheres. Afinal, usar saia ou bermuda pode ser constrangedor para quem sofre do mal. Isso sem falar da dor. Nas prateleiras da farmácias, cremes prometem prevenir e até eliminá-las. Mas dúvidas ficam: usar constantemente salto alto leva ao aparecimento de varizes? Como evitar o aparecimento delas?
Primeiro, vamos esclarecer o que são. Varizes são veias dilatadas e tortuosas geralmente localizadas nas pernas e responsáveis pela sensação de queimação, dor, inchaço e cansaço. Por sermos bípedes e ficarmos em pé, essa doença acaba sendo exclusiva do ser humano. Além disso, podem se apresentar em diversas formas: apenas como minúsculas linhas avermelhadas serpentinosas (telangiectasias) ou mais calibrosas azuladas (varizes de médio calibre) ou, ainda, com nódulos que saltam o plano da pele (varizes de grosso calibre).
Sintomas
As alterações produzidas pelas varizes ao longo dos anos podem causar alterações da pele nos tornozelos e abrir feridas incapacitantes. Os fatores desencadeantes podem ser individuais, genéticos, hereditários ou outros como distúrbios ortopédicos, obesidade, gravidez, ortostatismo (ficar em pé) prolongado, entre outros.
Para o médico especialista em cirurgia vascular, João Paulo Tardivo, as varizes atacam mais as mulheres porque estas são mais suscetíveis graças ao fator hormonal, gestações e pílulas anticoncepcionais. 'Antigamente a mulher era a 'dona de casa' que ficava horas em pé no fogão, passando ou lavando roupas, e isso também agravava mais o quadro', afirma o especialista.
Segundo João Paulo, é inevitável o surgimento das varizes e quem tiver predisposição vai apresentar a doença ao longo da sua vida. Dependendo do estilo de vida e dos cuidados adotados, a mulher poderá ter seu quadro clínico melhor ou pior. 'Logo que o paciente perceber alguma alteração, dor, peso ou volume alterado das pernas, deve procurar um médico vascular e pedir orientação e tratamento', observa.
Usar salto altopode levar ao surgimento ou piora das varizes se for de uso constante e o salto muito alto, assegura o médico vascular, uma vez que a contração dos músculos das pernas é um movimento importante para bombeamento do sangue da periferia para o coração.
Varizes geralmente aparecem na idade adulta e a pessoa, quando apresenta o problema, costuma ter algum fator predisponente importante. Nesses casos, a visita ao médico vascular deve ser feita logo. 'Para quem tem pessoas na família que já tiverem a doença, existe uma maior chance de desenvolver a doença. Existe uma predisposição hereditária, porém, não obrigatória', ressalta.
Prevenção e tratamento
As complicações habituais das varizes são as inflamações locais com muita dor e vermelhidão, chamadas de flebites, os sangramentos por ruptura de veias muito dilatadas e superficiais, que se rompem por traumatismo ou espontaneamente e as úlceras venosas, que são feridas crônicas nas pernas. Quem tem varizes vai tratar-se durante toda a vida. Então, dependendo do grau e das complicações, será indicado um tipo de tratamento.
Didaticamente, segundo Tardivo, podemos dizer que existe tratamento clínico e cirúrgico. O tratamento clínico consiste em uso de meias elásticas, escleroterapia (secar vasinhos), medicamentos flebotrópicos (que melhoram a circulação venosa), repouso com pernas elevadas, entre outros. Já o tratamento cirúrgico consiste na remoção das veias doentes e pode ser uma cirurgia grande ou uma pequena remoção de ramos venosos com anestesia local. Mas as varizes voltam após tratadas?
É comum algumas pessoas dizerem que não adianta operar das varizes, pois elas voltam. O médico vascular garante: a doença é para toda a vida e aquela veia tratada, clínica ou cirurgicamente, poderá dar lugar a uma nova veia que se dilata ao longo do tempo. 'Não é ela que volta, mas é uma nova que surge. Portanto, o paciente que sofre de varizes tem que se tratar sempre', afirma o médico vascular.
Dependendo do tipo, existem formas de tratamento mais adequadas, mas o importante é que você inicie o tratamento o mais rápido possível. Dependendo do grau de desenvolvimento das varizes, pode ser recomendado de simples aplicações, cirurgias de micro incisões à retirada de veia safena, o que é menos comum atualmente. Tudo depende de uma avaliação com um médico especialista em angiologia - um Angiologista ou Cirurgião Vascular. Essa avaliação é fundamental para saber em que estágio se encontra as varizes e a saúde vascular.


HPV



O que é?
O papiloma vírus humano, o HPV, chegou para assumir de vez o papel de vilão para as mulheres. E não é por menos. Os dados sobre a doença impressionam: ela atinge 360 milhões de pessoas no mundo, é a quarta causa de morte de mulheres no Brasil atrás apenas do AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto e câncer de mama. Além disso, 90% dos casos de aparecimento do câncer de colo de útero são decorrentes da doença. Não dá para bobear com o HPV. Mas que raios de doença é essa mesmo?
O HPV é vírus sexualmente transmissível que causa lesões na pele ou mucosas. Essas lesões aparecem em forma de verrugas no aparelho sexual feminino ou masculino e têm um crescimento ilimitado. Dos 200 tipos de HPV que existem, 15 são oncogênicos (alto risco) e dois é a principal causa do câncer de útero.
Sintomas
Segundo estudos do Instituto Nacional do Câncer (Inca), as mulheres são as maiores vítimas dessa doença. Por ano, são mais de 18 mil casos e quase 5 mil óbitos. Os estudos comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Fique atenta aos sinais de alerta para você não bobear: o sangramento vaginal, corrimento e dor durante a relação sexual são indícios claros do aparecimento do vírus.
A maioria das infecções é transitória, ou seja, combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente nas mulheres mais jovens. Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos que poderão ser detectados no organismo, mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus. Grávidas, não há motivo para preocupação: o HPV não costuma afetar o feto e a sua presença também não impede um parto normal.
De acordo com o Inca, os tipos 16, 18, 31, 33, 45 e 58 têm alto risco para lesões e câncer. Já os 16 e 18 respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero. Os tipos 6 e 11 apresentam risco menor, chegando a provocar cerca de 80% das verrugas. Claro, não podemos esquecer os homens. Neles, o HPV pode levar a câncer no pênis, no ânus e na orofaringe.
Prevenção e tratamento
Para o Doutor Alfonso Massaguer, ginecologista e obstetra pelo Hospital das Clínicas e Especialista em Reprodução Humana, a maioria das pessoas com HPV não apresenta qualquer sintoma e o diagnóstico da doença é feito com exame direto da secreção vaginal, biópsia ou raspado peniano naqueles que apresentam lesões ou verrugas. 'A maioria das pessoas não apresentam qualquer sintoma, podendo manter o vírus ou eliminá-lo', afirma o especialista.
Como assim eliminar? Entenda que não há regra para o aparecimento dos sintomas. Eles podem nunca aparecer ou se manifestar em algumas semanas como verrugas, lesões vaginais, penianas ou no colo do útero. Ainda segundo o Dr. Alfonso, às mulheres saudáveis que não apresentam os sintomas nem é indicado exames.
Usar o preservativo ainda é a melhor alternativa para diminuir a possibilidade de se contrair o vírus durante a relação sexual. Dessa forma, é recomendada a camisinha até para casais que já estão juntos há muito tempo. O exame de Papanicolau, que consegue detectar no microscópio lesões que não são visíveis a olho nu, é fundamental para rastrear essas lesões iniciais. O objetivo é identificar para tratar o quanto antes essas lesões.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina contra o HPV para homens com idade entre 9 e 26 anos em agosto de 2011. A vacina quadrivante, a mesma que as mulheres já utilizavam, atua contra os tipos 6, 11, 16 e 18 da doença e tem efeito na prevenção de verrugas genitais externas. São três doses necessárias da vacina para a imunização, mas ela ainda não está disponível na rede pública.
'A vacina é a melhor prevenção. Aparentemente a vacina protege por muitos anos. O uso de preservativo também ajuda a prevenir, assim como evitar múltiplos parceiros ou parceiros promíscuos', avalia o ginecologista, que também é fundador da MAE (Medicina de Acompanhamento a Mulher), clínica especializada em reprodução assistida. Não se esqueça de sempre de fazer exames ginecológicos periódicos. Caso apresente os sintomas, procure um médico especialista caso tenha os sintomas do HPV ou procure os postos de coleta de exames do Sistema Único de Saúde (SUS) que existem aí na sua região. Os exames são gratuitos.


















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